Investir para arrendar: ainda faz sentido em 2026? Análise LERKEN | Agosto 2026 Comprar um imóvel para arrendar continua a ser uma das primeiras opções quando se fala em investimento imobiliário. É um modelo fácil de compreender: compramos um ativo, recebemos uma renda e, ao longo do tempo, esperamos também beneficiar da sua valorização. Mas será que, com os... 17 ago 2026 min de leitura Análise LERKEN | Agosto 2026 Comprar um imóvel para arrendar continua a ser uma das primeiras opções quando se fala em investimento imobiliário. É um modelo fácil de compreender: compramos um ativo, recebemos uma renda e, ao longo do tempo, esperamos também beneficiar da sua valorização. Mas será que, com os preços atuais, ainda vale a pena? A pergunta ganha especial importância num momento em que estão a ser introduzidas alterações no mercado de arrendamento e novos incentivos fiscais procuram trazer mais imóveis para este segmento. As condições podem estar a tornar-se mais favoráveis. Ainda assim, para nós, há uma regra que não muda: antes de investir, é preciso fazer contas. Uma boa renda não significa necessariamente um bom investimento É muito comum começarmos uma análise pela renda que determinado imóvel pode gerar. Faz sentido. Mas não chega. Imagine um apartamento comprado por 200.000 euros que pode ser arrendado por 1.000 euros por mês. Numa primeira conta, temos 12.000 euros anuais e uma rentabilidade bruta de 6%. Parece interessante. Só que o investidor não recebe esses 6%. Há impostos, condomínio, seguros, manutenção e, eventualmente, períodos em que o imóvel pode estar sem inquilino. Se existir financiamento, há ainda esse custo a considerar. Por isso, quando analisamos um imóvel para investimento, gostamos de ir um pouco mais longe. A pergunta não deve ser apenas “por quanto consigo arrendar?” Deve ser: “Quanto é que este imóvel realmente me vai render?” O negócio começa no momento da compra Há uma ideia que repetimos muitas vezes quando analisamos investimentos: um bom negócio começa numa boa compra. Não significa necessariamente comprar barato. Significa comprar pelo valor certo. Um imóvel excelente, numa boa localização, pode ser um mau investimento se for adquirido por um preço que não permita obter uma rentabilidade adequada. E o contrário também acontece. Um imóvel menos óbvio, comprado por um valor ajustado e numa zona onde existe procura consistente, pode revelar-se uma excelente decisão. É aqui que conhecer o mercado faz diferença. Há mais do que a renda no final do mês Quando falamos de investimento imobiliário, existe outro fator que por vezes fica esquecido: a valorização do próprio imóvel. Um investidor pode receber uma renda durante vários anos e, ao mesmo tempo, beneficiar da valorização do ativo. Por isso, nem sempre o imóvel com maior rentabilidade imediata é aquele que representa o melhor investimento. Uma rentabilidade ligeiramente mais baixa numa localização com forte procura, boa liquidez e potencial de valorização pode fazer mais sentido a médio e longo prazo. É este equilíbrio que procuramos quando analisamos uma oportunidade: rendimento hoje e potencial de valorização amanhã. Nem todas as casas são bons imóveis de investimento Esta distinção é importante. Uma casa pode ser fantástica para viver e não ser particularmente interessante enquanto investimento. Quando compramos para nós, há uma componente emocional inevitável. Gostamos da vista, da varanda, da dimensão da sala ou simplesmente sentimos que aquela casa é “a nossa casa”. Um investidor deve fazer uma leitura diferente. Quem vai arrendar este imóvel? Existe procura para esta tipologia? Quanto tempo demoraria a arrendá-lo? E se amanhã quiser vender, existe mercado? Quanto vai custar manter o imóvel? Estas perguntas são tão importantes como o preço de aquisição. Em mercados como Braga e Guimarães, onde existe atividade empresarial, universidades e procura habitacional, continuam a existir oportunidades interessantes. Mas mesmo dentro da mesma cidade, duas ruas podem produzir resultados completamente diferentes. É por isso que não gostamos de generalizar. Então, ainda faz sentido comprar para arrendar? Em determinadas situações, claramente sim. As alterações previstas para o arrendamento e alguns dos novos incentivos fiscais podem tornar este tipo de investimento mais atrativo. Mas não existe uma resposta igual para todos. Depende do imóvel. Depende do preço. Depende da localização. E, sobretudo, depende do objetivo de quem investe. Há quem procure rendimento mensal. Há quem esteja mais interessado em valorização patrimonial. E há quem procure construir património a longo prazo combinando as duas coisas. Nenhuma destas estratégias está errada. O importante é saber, antes da compra, qual delas estamos a seguir. A nossa forma de olhar para o investimento Na LERKEN, não gostamos de chamar “oportunidade de investimento” a um imóvel apenas porque pode ser arrendado. Primeiro queremos perceber os números. Quanto custa comprar? Quanto pode efetivamente gerar? Quais são os encargos? Existe procura? É fácil voltar a vender? E que potencial de valorização tem aquela localização? Só depois conseguimos perceber se estamos perante uma verdadeira oportunidade. Porque investir no imobiliário não é apenas comprar uma casa e esperar que o mercado faça o resto. É escolher bem. Fazer contas. Perceber o risco. E tomar uma decisão que faça sentido para os objetivos de cada investidor. As oportunidades continuam a existir. O mais importante é saber reconhecê-las. LERKEN — Decisões imobiliárias com impacto real. Está a analisar um imóvel para investimento? Antes de decidir, podemos ajudá-lo a perceber os números, o mercado e o verdadeiro potencial do ativo. Partilhar artigo FacebookXPinterestWhatsAppCopiar link Link copiado